Dr.Heleno


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Neurofisiologia




NEUROFISIOLOGIA


"[...] o ser humano é, na verdade, um autômato, e o fato de sermos dotados de sensibilidade, sentimentos e conhecimentos é parte dessa sequência automática da vida; esses atributos especiais nos possibilitam existir sob uma ampla variedade de condições que, de outra maneira, tornariam a vida impossível." (Guyton, 1986)

Como os pensamentos e as emoções são produzidos no cérebro humano? Como se resgatam lembranças específicas dentro de milhões de informações armazenadas? Por que o sistema nervoso é capaz de alterar o funcionamento do sistema perceptivo quando há mudanças no ambiente, sejam elas de calor, frio, medo, alegria? A resposta para estas questões está no conjunto de neurônios, pequenos terminais nervosos que, ao receber as sinapses (região de contato entre um neurônio e outro), são responsáveis pelo processamento das informações pelo sistema nervoso. Em palavras simples, chama-se neurofisiologia ao estudo das funções do sistema nervoso.
Veja nas figuras abaixo as imagens de um neurônio, em que este apresenta um canal de recepção, um sentido para a propagação das sinapses e um canal de transmissão ao próximo neurônio.




Fonte:http://www.guia.heu.nom.br/Nervos3.gif


Observando-se como está organizado o sistema nervoso, percebe-se que parte dele situa-se dentro do cérebro e da coluna vertebral, recebendo o nome de sistema nervoso central (SNC), e parte distribui-se no restante do corpo, sistema nervoso periférico (SNP). As células nervosas, os neurônios, estão em sua grande maioria localizadas no SNC.
Durante a sinapse, uma região de contato muito próximo entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células, em que estas tanto podem ser outros neurônios como também células sensoriais, musculares ou glandulares, os sinais elétricos (sinapses) podem passar sem alteração, podem ser bloqueados na totalidade ou parcialmente, ampliados ou diminuídos. Isso porque durante a passagem das informações, elas também podem ser transformadas. Nas chamadas sinapses elétricas, as informações passam sem qualquer alteração, porém quando ocorrem as chamadas sinapses químicas, as informações podem provocar tanto excitação quanto diminuição dos estímulos neuronais, alterações provocadas pelos chamados neurotransmissores. Dentre os mais conhecidos estão aqueles ligados ao humor, como a dopamina, a serotonina e a noradrenalina.
São essas transformações ocorridas durante a sinapse que garantem ao sistema nervoso a sua enorme diversidade e capacidade de processamento de informação.
Durante o desenvolvimento neural e na aprendizagem, funções particulares de processamento de informação são controladas por grupos especiais de neurônios; porém, quando existe inutilização de algumas dessas funções, os neurônios associados a ela passam a controlar outra função. Estudos de Andrade & Junior (2005, p. 13) apontam que na atualidade, “[...] a plasticidade neural, sob a forma de regeneração, ocorre principalmente no sistema nervoso periférico (SNP), tendo em vista que esta é facilitada por um ambiente favorável [...]”. Isso significa dizer que é possível uma recuperação parcial ou até mesmo total das funções em indivíduos que sofreram traumatismos em que houve ruptura de nervos periféricos.
Embora existam diversos estudos sobre a capacidade plástica do cérebro e que ela é mais comum em crianças, nem todos os especialistas concordam.


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